sábado, 18 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Escolhas de uma vida
"A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...
Pedro Bial "
domingo, 29 de março de 2015
SER FORTE
Ser forte é amar alguém em silêncio.
Ser forte é deixar-se amar por alguém que não se ama.
Ser forte é fingir alegria quando não se sente.
Ser forte é sorrir quando se deseja chorar.
Ser forte é consolar quando se precisa de consolo.
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angústia.
Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz. Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno.
Ser forte é elogiar quando se tem vontade de maldizer.
Ser forte é manter-se calmo no desespero.
Ser forte é fazer alguém feliz, quando se tem o coração em pedaços.
Ser forte é ter fé naquilo em que não se acredita.
Ser forte é tentar perdoar alguém que não merece perdão.
Ser forte é, enfim, viver quando já se está morto.
Por isso, por mais difícil que seja a vida ame-a: Seja forte!
A Idade de ser feliz
Existe somente uma idade pra gente ser feliz. Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos, e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade pra gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente, e desfrutar tudo com toda intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, e vestir-se com todas as cores, e experimentar todos os sabores, e entregar-se a todos os amores, sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem, que todo desafio é mais um convite à luta, que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso. Essa idade, tão fugaz na vida da gente, chama-se presente e tem a duração do instante que passa.
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